A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou no sábado, 28 de março, com prioridade para idosos, crianças e gestantes. A Organização Pan-Americana da Saúde, a Opas, alerta que a temporada de influenza nas Américas pode começar mais cedo e ter maior impacto em 2026.
Por isso, pessoas fora do público prioritário que quiserem se vacinar podem procurar a rede privada. A rede privada já oferece o imunizante para a população a partir de seis meses de idade.
O principal motivo para o alerta da Opas foi a antecipação da circulação da gripe no Hemisfério Norte. Lá, a atividade começou antes do inverno e vem sendo impulsionada pelo vírus influenza A (H3N2).
Na rede privada, o preço da vacina tetravalente varia conforme a clínica, a região e o tipo de imunizante. De acordo com a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas, a ABCVAC, os valores costumam partir de cerca de R$ 90. Em alguns casos, o preço pode passar de R$ 180.
As clínicas particulares compram as doses direto dos laboratórios fabricantes. Esses laboratórios não divulgam o total de doses disponível no mercado.
Os preços também podem mudar de acordo com o tipo de serviço oferecido pela clínica. Atendimento diferenciado e emissão de certificados de vacinação são alguns exemplos. Em farmácias, o custo costuma ser mais competitivo, por causa da grande rede de estabelecimentos.
Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano. A influenza está entre os principais vírus ligados aos casos mais graves.
A vacina contra a gripe é reformulada todo ano para combater as cepas do vírus que estão em maior circulação. Isso é necessário porque os vírus influenza sofrem mutações frequentes. A proteção da vacina do ano anterior se torna menos eficaz com o tempo.
A imunização é a forma mais eficaz de prevenir casos graves da doença, que podem levar a hospitalizações. Além dos grupos prioritários, a vacinação é recomendada para pessoas com condições crônicas, como diabéticos e cardíacos.
