A Advocacia-Geral da União (AGU) aprovou, nesta segunda-feira (18 de maio), o guia “Boas Práticas – Inteligência Artificial, Eleições e Democracia”. O material, aprovado pelo Conselho Gestor do Observatório da Democracia, será lançado em formato virtual no dia 21 de junho.
Produzido pela Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom/AGU), o guia é uma plataforma digital interativa e educativa. O objetivo é orientar a população sobre o uso responsável da inteligência artificial na disputa eleitoral. A proposta foi feita pelo presidente do Conselho Gestor, Ricardo Lewandowski, que demonstrou preocupação com o uso crescente da IA para manipular percepções e desinformar a população.
Segundo a AGU, o material busca conscientizar sobre os impactos da inteligência artificial no contexto eleitoral brasileiro. Isso ocorre devido ao crescimento acelerado das ferramentas de IA generativa no país e ao aumento do consumo de conteúdos digitais. Entre os riscos destacados estão a disseminação de desinformação, deepfakes e a manipulação de imagens, áudios e vídeos durante os períodos eleitorais.
Lewandowski afirmou que o guia foi escrito em linguagem simples e acessível. A plataforma ficará disponível na página do Observatório da Democracia, no portal da AGU. O material poderá ganhar outros formatos e estratégias de divulgação para alcançar um público mais amplo, incluindo órgãos públicos, instituições de ensino e a sociedade em geral.
O guia reúne temas como uso responsável da IA, IA e eleições, proteção de dados, manipulação digital, milícias digitais, combate à desinformação, papel da sociedade, cooperação coletiva e canais de denúncia.
Preocupação com desinformação nas eleições
O uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais tem gerado alerta em diversos países. Ferramentas de IA generativa permitem criar conteúdos falsos com alta qualidade, o que pode enganar eleitores. A AGU busca, com o guia, oferecer informações claras para que a população identifique e evite esses riscos.
A iniciativa também reforça a necessidade de cooperação entre instituições e sociedade. O material pretende servir como referência para debates e ações de educação digital, visando proteger a integridade do processo eleitoral brasileiro.
