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Ancelotti: frieza ou inteligência emocional na liderança?

Por Entre Notícia · · 2 min de leitura
Ancelotti: frieza ou inteligência emocional na liderança?
Foto: Anthony Wallace / AFP

A reação do técnico Carlos Ancelotti durante a vitória do Brasil contra o Japão na última segunda-feira gerou repercussão entre os torcedores. Enquanto todos ao seu redor comemoravam o gol da virada no último minuto, o italiano permaneceu sem grandes demonstrações de emoção. O mesmo ocorreu no gol de empate. A postura chamou a atenção nas redes sociais, com muitos questionando o motivo da frieza. Alguns atribuíram o comportamento ao fato de ele ser europeu, outros apostaram em um temperamento fleumático. A dúvida que ficou foi se a atitude foi frieza ou inteligência emocional.

A postura, o silêncio, o olhar e o timing também comunicam liderança. O comportamento de Ancelotti ilustra um princípio da inteligência emocional: equilíbrio emocional não significa ausência de emoção, mas domínio sobre ela. A calma, muitas vezes, é mais estratégica do que a euforia. O técnico estava imerso nas estratégias da partida e não se deixou envolver pelas emoções. Além disso, ele já tinha a convicção da vitória sobre o Japão.

Em entrevista exclusiva, Ancelotti afirmou que não sofreu como o torcedor porque sabia que seu time estava forte. "Eu sofri menos, porque estava confiante", disse. Ele acrescentou que, no futebol, o sofrimento é normal. O aspecto psicológico foi decisivo para que a equipe mantivesse a calma até conseguir a virada.

Demonstrando ou não suas emoções, a verdade é que ele surpreendeu positivamente. A liderança, para ele, não se mede pela entrega emocional, mas pelo resultado. Embora tenha sido questionado pela frieza, ele demonstrou serenidade em um momento de extrema pressão. O controle emocional foi fundamental em sua tomada de decisão. O resultado, que para ele já era certo, foi entregue.

A inteligência emocional não é sobre ser indiferente ou não sentir. É sobre escolher o que demonstrar. É sobre ter, estrategicamente, uma reação contrária à esperada. O autocontrole em momentos de pressão é o diferencial dos grandes líderes. Esse equilíbrio inspira confiança e impõe respeito. A repercussão final foi a de que Ancelotti foi impecável e sabe o que faz. Ele impôs respeito não pelas emoções que não entregou, mas pelo resultado que trouxe nos momentos decisivos. Ancelotti, ao cobrar a gestão das emoções, precisava ser exemplo.

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