Pular para a matéria
Entre NotíciaNotícias em tempo real sábado, 19 de setembro de 2026
Brasil cai para 5º no ranking global de energia solar em 2025
Acontece

Brasil cai para 5º no ranking global de energia solar em 2025

O relatório foi divulgado nesta semana na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha, e contou com participação direta da Absolar.

Por · · 2 min de leitura

O Brasil caiu da quarta para a quinta posição no ranking global dos maiores mercados de energia solar em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). O país ficou atrás de China, Índia, Estados Unidos e Alemanha. A informação é do relatório "Global Market Outlook For Solar Power 2026 - 2030", elaborado pela SolarPower Europe.

O relatório foi divulgado nesta semana na Intersolar Europe, em Munique, na Alemanha, e contou com participação direta da Absolar. Segundo o documento, o Brasil adicionou 14,5 gigawatts-pico (GWp) de potência solar em 2025, uma queda de 23% em relação aos 18,9 GWp registrados no ano anterior.

Os dados consideram a soma de grandes usinas fotovoltaicas e sistemas de geração própria de pequeno e médio porte, como os instalados em telhados e fachadas de edifícios. A Absolar explica que o estudo usa a unidade de potência pico (GWp), diferente da potência nominal instalada (GWac), que é mais comum nos dados oficiais brasileiros.

Além da queda brasileira, o relatório mostrou que a Índia ultrapassou os Estados Unidos em potência adicionada no ano. Outro destaque é a penetração per capita da energia solar na Austrália, com cerca de 1,7 kW por habitante. O país segue como líder global nesse indicador, ampliando sua vantagem. Os Países Baixos aparecem em segundo lugar, com mais de 1,5 kW por habitante, e a Alemanha consolida o terceiro lugar, acima de 1 kW per capita nos últimos dois anos.

A perda de posição do Brasil está relacionada aos cortes de geração renovável, conhecidos como curtailment, sem ressarcimento aos empreendedores, e a obstáculos de conexão na geração própria dos consumidores. A Absolar cita também um cenário macroeconômico desfavorável, com alto custo de capital, volatilidade do dólar e alíquotas elevadas no imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos.

Atualmente, a fonte solar é a segunda maior na matriz elétrica nacional, com 70 GWac em operação, o que representa 26,2% de toda a capacidade instalada. O setor acumula mais de R$ 305 bilhões em investimentos e gerou mais de 2,1 milhão de empregos verdes no país desde 2012.

Para a Absolar, a Austrália é um exemplo de transição energética coordenada, com investimentos em armazenamento por baterias e modernização da infraestrutura elétrica. A presidente do Conselho de Administração da Absolar, Bárbara Rubim, afirmou que o sistema elétrico brasileiro cresceu em geração renovável, mas sem investimentos em flexibilidade e armazenamento.

O CEO da Absolar, Rodrigo Sauaia, defendeu uma agenda urgente coordenada entre o Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ele pediu a realização de leilões anuais de armazenamento de energia, redução da carga tributária sobre baterias e desenvolvimento de mecanismos para gestão dos excedentes de energia elétrica.

Leia também: o umbral de casa e confira o umbral de noticias.

Espalhe: WhatsApp Facebook X
Mais sobre issomais de Acontece