O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informou que, em 2025, um total de 4.318 crianças e adolescentes foram retirados do trabalho infantil em todo o país. O número foi divulgado no Dia Mundial e Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e resultou de 10.234 ações fiscais realizadas ao longo do ano. Segundo o MTE, esse foi o melhor resultado dos últimos dez anos no combate a essa violação de direitos.
Nos primeiros quatro meses de 2026, outras 1.108 crianças e adolescentes foram afastadas do trabalho infantil. As ações fiscais nesse período somaram 2.901. Desse total, 76,99% estavam em situação considerada como piores formas de trabalho infantil, que incluem atividades com riscos maiores para a saúde, segurança, moralidade e desenvolvimento físico e psicológico.
O MTE informou ainda que, nos casos identificados em 2025 e no início de 2026, mais de 70% das crianças e adolescentes estavam em formas de trabalho infantil com graves riscos. As fiscalizações se concentraram em setores onde o uso de mão de obra infantil é mais comum, como comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, restaurantes, lanchonetes, supermercados, oficinas mecânicas e algumas atividades da indústria.
Entre os estados com mais afastamentos em 2025 estão Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. Nos primeiros quatro meses de 2026, os maiores números foram registrados em Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Bahia e Espírito Santo.
O coordenador de Erradicação e Fiscalização do Trabalho Infantil da Secretaria de Inspeção do Trabalho, Roberto Padilha Guimarães, afirmou que os resultados mostram a importância da atuação da Inspeção do Trabalho para identificar, interromper e prevenir o trabalho infantil, protegendo os direitos de crianças e adolescentes no país.
Denúncias de trabalho infantil podem ser feitas pelo Sistema Ipê Trabalho Infantil, no endereço https://ipetrabalhoinfantil.trabalho.gov.br.
