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Picanha vira mortadela em briga política e caso vai parar na polícia

Por Entre Notícia · · 2 min de leitura
Picanha vira mortadela em briga política e caso vai parar na polícia
Cliente pediu picanha e recebeu mortadela após dizer que votou em Lula

Um cliente que foi a um supermercado em Santa Catarina comprar carne acabou em uma confusão que precisou da intervenção da Polícia Militar. O caso aconteceu depois que um funcionário do açougue perguntou em quem o cliente havia votado. Ao saber que a resposta era Lula, o funcionário entregou uma peça de mortadela no lugar da picanha pedida.

A provocação gerou uma discussão imediata. O cliente se sentiu humilhado e começou a discutir com os funcionários. Imagens gravadas no local mostram o homem alterado no setor de carnes, enquanto outras pessoas tentavam acalmar a situação e afastar uma criança da confusão. Houve xingamentos, empurra-empurra e correria no supermercado.

A gerência do estabelecimento chamou a Polícia Militar. Depois de ouvir os envolvidos, os policiais levaram o açougueiro algemado para a delegacia. O cliente também foi encaminhado para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como injúria e perturbação. Não houve feridos.

O episódio aconteceu em junho e voltou a circular nas redes sociais. O vídeo mostra o momento da discussão e chamou a atenção pela reação desproporcional dos envolvidos. A situação virou motivo de piada entre os internautas, que compararam o balcão de carnes a uma urna eletrônica e ironizaram o fato de uma simples compra de comida ter se transformado em um teste político.

A troca de provocações políticas em estabelecimentos comerciais tem se tornado um problema recorrente no país. Em vários estados, já foram registrados casos de clientes e funcionários que entraram em conflito por causa de posições partidárias. Especialistas apontam que o ambiente polarizado contribui para que situações cotidianas, como uma ida ao supermercado, terminem em brigas e até em boletins de ocorrência.

No caso de Santa Catarina, a situação foi resolvida sem feridos, mas o constrangimento e o transtorno poderiam ter sido evitados. A orientação de autoridades é que, em casos de provocação ou discriminação, o consumidor procure a gerência do local ou registre uma queixa formal, em vez de reagir com agressividade. A polícia reforça que desentendimentos por motivos políticos devem ser resolvidos no diálogo e dentro da lei.

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