Notícias em tempo realterça-feira, 21 de julho de 2026
Entre Notícia
Notícias, entretenimento e cultura atualizadas o dia todo
Notícias

Quem paga a conta do Imposto Seletivo?

Por Entre Notícia · · 2 min de leitura

O Imposto Seletivo, um dos pilares da reforma tributária em discussão, levanta a questão sobre quem realmente arcará com seus custos. A proposta de iniciar a maior reorganização tributária em décadas invertendo o princípio que a justifica seria um erro difícil de corrigir posteriormente.

Especialistas apontam que, dependendo da forma como o tributo for desenhado, o ônus pode recair sobre diferentes setores da economia. O imposto seletivo, também chamado de imposto do pecado, tem como objetivo desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e agrotóxicos.

A discussão central gira em torno de quem pagará a conta. Se o imposto for cobrado na origem, sobre o produtor ou importador, há o risco de que o valor seja repassado ao consumidor final, aumentando os preços. Por outro lado, se a cobrança for feita no destino, o impacto pode ser diferente, mas ainda assim gerar distorções no mercado.

Impactos esperados

Analistas alertam que a implementação do imposto seletivo precisa ser cuidadosa para não gerar efeitos colaterais indesejados. Um dos principais riscos é a bitributação, caso o tributo não seja integrado de forma harmônica com os demais impostos do novo sistema. Além disso, há preocupações sobre a competitividade da indústria nacional, que pode ser prejudicada em comparação com produtos importados.

A reforma tributária, que tramita no Congresso Nacional, busca simplificar o sistema atual, substituindo tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS por um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual. O imposto seletivo seria um adicional, com alíquotas mais altas para produtos específicos. A definição de quais itens serão taxados e a alíquota aplicada ainda são pontos de negociação entre os parlamentares.

Especialistas em direito tributário defendem que a transição para o novo modelo seja feita de forma gradual, com um período de adaptação para empresas e contribuintes. A expectativa é que, se bem implementado, o imposto seletivo possa contribuir para a arrecadação federal sem comprometer o crescimento econômico ou a renda das famílias. A discussão sobre quem pagará a conta, no entanto, continua sendo um dos pontos mais sensíveis da proposta.

Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Leia também