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Secretário do DF cobra bancos por aval a salvar BRB

Por Entre Notícia · · 2 min de leitura
Secretário do DF cobra bancos por aval a salvar BRB
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O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino José de Oliveira, afirmou que não espera uma liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), para obrigar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) a emprestar dinheiro ao Banco de Brasília (BRB). A instituição enfrenta uma crise de confiança, tem um rombo bilionário e não publica balanços desde que se envolveu com o Banco Master.

Segundo Valdivino, a audiência de conciliação marcada para quinta-feira, 13, deve esclarecer por que os grandes bancos não aprovaram a operação. Ele afirma que o desenho da proposta partiu do ministro da Fazenda, Dario Durigan. “Há interesses claros do sistema financeiro que não são postos à mesa”, disse.

O secretário também quer mostrar ao governo, aos bancos e ao STF que a gestão de Celina Leão (PP) já melhorou as contas públicas do DF. Ele afirma que o governo vai quitar o empréstimo sem precisar que o BRB envie lucros.

Em 28 de maio, uma audiência no STF reuniu Banco Central, FGC, Advocacia-Geral da União, Ministério da Fazenda, GDF e BRB. Na ocasião, o ministro da Fazenda propôs que um sindicato de bancos desse aval para o GDF contrair o empréstimo junto ao FGC. A proposta foi registrada em ata assinada por todos, mas o aval não saiu.

Valdivino diz que alguns bancos têm interesse em comprar o BRB por um preço simbólico. Ele afirma que a operação é entre o FGC e o Distrito Federal, com o objetivo de capitalizar o banco, e que o GDF vai pagar o crédito.

Sobre a Capacidade de Pagamento (Capag), o secretário disse que, se o ano terminasse em 31 de julho, a nota seria A. Ele afirma que em quatro meses o GDF saiu de um déficit projetado de R$ 5 bilhões para um superávit de R$ 3 bilhões no fechamento de julho. A meta é terminar o ano com R$ 5 bilhões de superávit.

O secretário nega que haja pagamentos atrasados para melhorar os indicadores. Ele diz que foram cortados gastos com festas e fomentos. Também foram adotadas medidas como a centralização do empenho de despesas e a determinação de que ao menos 15% das receitas fossem aplicadas em despesas de capital. Além disso, a Receita recebeu a meta de aumentar a arrecadação em R$ 2 bilhões entre maio e dezembro.

O GDF precisa de R$ 8,6 bilhões para o aporte no BRB, sendo R$ 6,6 bilhões do FGC e R$ 2 bilhões de recursos próprios. O banco ainda não atingiu os índices de Basileia, mas deve voltar a ter patrimônio positivo.

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