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Senado trava projeto contra fraudes em combustíveis

Por Entre Notícia · · 2 min de leitura
Senado trava projeto contra fraudes em combustíveis
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

O projeto de lei complementar PLP 109/2025, considerado estratégico para combater fraudes no mercado de combustíveis, está parado no Senado Federal. A informação é do Sindicom, sindicato que representa as distribuidoras de combustíveis. O texto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Se aprovado, o projeto permitirá que a Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tenha acesso a informações de notas fiscais de comercialização de combustíveis. O sigilo fiscal será mantido. O objetivo é melhorar a fiscalização e combater fraudes no setor.

O combate a preços abusivos de combustíveis é uma das funções da ANP. A agência tem dado prioridade a essa área nas últimas semanas. Isso permitiu, inclusive, o desbloqueio de um contingenciamento no orçamento da agência.

De acordo com o Sindicom, a proposta ainda espera a nomeação de um relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC). Há também um pedido de urgência, mas ele ainda não foi analisado pelo plenário do Senado.

O texto faz parte de um pacote de medidas ligado à resposta institucional à Operação Carbono Oculto. A votação desse pacote ficou pendente para 2026.

A matéria autoriza a ANP a acessar dados de documentos fiscais eletrônicos, como NF-e, NFC-e e CT-e, emitidos por agentes regulados. A garantia de sigilo fiscal está preservada. O projeto define como esse acesso será feito e estabelece um prazo de 180 dias para a regulamentação. Também prevê a formalização de convênios e acordos para viabilizar o compartilhamento de dados.

Para o Sindicom, a proposta deve aumentar a eficiência da fiscalização e reduzir brechas para práticas ilegais. "O PLP 109 é uma iniciativa essencial para qualificar o combate às fraudes no mercado de combustíveis", disse em nota o diretor executivo da entidade, Mozart Rodrigues. Ele afirmou que o acesso da ANP aos dados fiscais permitirá um maior cruzamento de informações.

Outro ponto do projeto é o reforço da integração entre reguladores e fiscos. Pela redação aprovada, a ANP deverá comunicar à Receita Federal e às secretarias estaduais de Fazenda quando abrir um processo sancionador que possa ter repercussão tributária.

O texto também condiciona outorgas e autorizações de atividades reguladas pela agência ao consentimento para acesso aos dados fiscais. Empresas que já estão em operação terão que formalizar essa autorização para manter a validade dos atos e garantir a continuidade das atividades. As regras e prazos serão definidos em regulamento, segundo o Sindicom.

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