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Vermelho, onça e estilo: militância usa moda em convenção de Lula

Por Entre Notícia · · 3 min de leitura
Vermelho, onça e estilo: militância usa moda em convenção de Lula
brazil election convention candidate

No lançamento da candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição, realizado neste domingo (2) na Expo Center Norte, em São Paulo, o vermelho predominou, mas não foi a única escolha dos apoiadores. Estampas de onça, broches, coletes de couro e chapéus Panamá também marcaram presença entre os militantes.

A jornalista Fernanda Estima, 57, dona de um brechó no centro de São Paulo, usou o vermelho apenas em uma pulseira e destacou a bolsa com estampa de oncinhas. Filiada ao PT desde 1989, ela disse ser "fanática por onças" e usava um broche do animal prendendo uma gravata preta. Fernanda lamentou o estigma em torno da estampa e citou a vilã da novela das 21h, interpretada por Isabel Teixeira, como exemplo. Para ela, a alusão aos felinos é uma forma de honrá-los. "Como o animal é feroz, representa bem esse momento político. Trouxe a onça para defender a candidatura do Lula com garras e dentes. Quando a gente se veste, é para a batalha", afirmou.

Janaina Ferrato Elias, 42, dirigente do PT em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, vestiu um vestido vermelho para demonstrar seu posicionamento. "Não ligo muito para o look, só pensei em vir com uma roupa vermelha para mostrar claramente o meu pensamento político. É que a cor transmite uma mensagem", disse.

Já a produtora de eventos Karine Julia Fernandes Pedroso, 29, optou por um visual discreto, todo preto. "Eu me visto mais voltada para o social, é bem importante estar apresentável", contou. Em contraste, a assessora política Larissa Melo, 30, caprichou em um vestido vermelho frente única com detalhe dourado e jaqueta preta com pedrarias. Ela viajou de Vitória para São Paulo na sexta-feira (31) e levou várias opções de roupas. A indecisão fez com que sua mala ficasse grande demais e precisasse ser desfeita no aeroporto. "Tive de abrir a mala ali no meio e colocar tudo em saquinhos para carregar na mão", contou.

As cofundadoras da União Africana Alkeebulan, Constance Salawe, 45, e Mariama Bintu Bah, 37, também se destacaram. Constance, que é camaronesa e vive em São Paulo há dez anos, usou chapéu em formato de disco e colar dourado para representar suas raízes. "Precisamos representar o nosso continente. Ele [Lula] sempre fala de África e precisa ver a nossa beleza", disse. Mariama, que viveu no Rio de Janeiro, vestia turbante azul-turquesa e vestido dourado. "Cresci no Rio ouvindo que o povo preto só entrou na faculdade por causa do Lula. Ele é democrático e humanista. A gente quer mais Lula", afirmou.

O funcionário público Wagner Augusto, 66, ex-metalúrgico, usou colete preto de couro sobre camisa vermelha com o rosto de Lula. O visual roqueiro, com anéis e pulseiras, foi uma referência ao motoclube do qual faz parte. "Quando a gente vai a um evento, escolhe ir uniformizado, a caráter. E eu sou de um motoclube", disse, ressaltando que nem todos os amantes de motociclismo são bolsonaristas.

A agricultora Vera Lúcia Ferreira Leão, 52, vereadora de Rosana, explicou a escolha do vestido verde e casaco vermelho: "Verde é vida e vermelho é sangue". O psicólogo Eduardo Lucena Rocha, 41, usou chapéu Panamá vermelho e bandeira do PT para homenagear o novo adorno de Lula. O programador Alexandre Magalhães, 32, optou por um casaco vermelho mais neutro por receio de violência política no trajeto da Vila Mariana até a Expo Center Norte. "Não queria andar com uma camisa vermelha em lugares onde não sabia se estaria seguro", explicou. A fotógrafa Sthefanny Capelos, 29, vestiu um macacão preto e branco pela praticidade e usava adesivos de apoio a Lula.

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