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Casos de hepatite A disparam 54,6% em SP e superam 2025

Por Entre Notícia · · 2 min de leitura
Casos de hepatite A disparam 54,6% em SP e superam 2025
vacina hepatite a

O estado de São Paulo registrou 1.953 casos de hepatite A entre janeiro e 11 de julho de 2026. O número representa um aumento de 54,6% em relação ao mesmo período do ano passado, que teve 1.263 ocorrências. A parcial atual supera em 17,4% o total acumulado de todo o ano de 2025, que fechou com 1.663 casos. Os dados são do Núcleo de Informações Estratégicas (Nies) da Secretaria Estadual da Saúde, com última atualização em 20 de julho.

A curva de casos cresce em São Paulo há pelo menos quatro anos. Em 2022, foram 294 casos; em 2023, 985; e em 2024, 1.176. Em 2026, as semanas epidemiológicas de 11 a 14, entre 15 de março e 11 de abril, registraram as notificações mais altas. Homens concentram a maior parte das infecções, com 1.168 casos. Destes, 407 estão na faixa de 20 a 29 anos, 341 de 30 a 39 e 202 de 40 a 49 anos. As demais faixas etárias somam 271 casos. Entre as mulheres, as de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos são maioria, com 213 e 209 casos, respectivamente. Meninas de 10 a 19 anos vêm em terceiro lugar, com 118 ocorrências.

De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, até abril de 2026, foram registrados dois óbitos por hepatite A no estado. Em 2025, houve 11 mortes pela doença; em 2024, quatro; em 2023, oito; e em 2022, um óbito. A hepatite A é uma inflamação aguda do fígado causada pelo vírus A (HAV). A infecção é benigna e contagiosa, e cerca de 1% dos casos pode evoluir com gravidade de forma fulminante.

A transmissão ocorre por contato oral-fecal, ligada a condições inadequadas de saneamento básico e higiene pessoal, além do consumo de água e alimentos contaminados. “Existe uma forma mais recente de transmissão que é por via sexual, sobretudo em homens que fazem sexo com homens, devido ao contato com a região anal e com material fecal”, explica o infectologista Evaldo Stanislau de Araújo, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O aumento na população masculina pode estar relacionado à prática sexual”, diz.

A maioria dos casos é assintomática ou tem sintomas inespecíficos, como fadiga, mal-estar, febre e dores musculares, seguidos por enjoo, vômito, dor abdominal, constipação ou diarreia. A urina escurece e a pessoa apresenta icterícia, com pele e olhos amarelados. O tratamento é de suporte, com medicação sintomática e controle laboratorial da evolução.

Em relação à vacinação, até maio de 2026, 67,25% das crianças no estado de São Paulo receberam a vacina contra a hepatite A, segundo o Ministério da Saúde. A meta é imunizar 95% da população. O imunizante é aplicado em dose única aos 15 meses, podendo ser usado dos 12 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias. Para grupos especiais com condições clínicas de maior risco, o SUS fornece o imunizante, geralmente em duas doses com intervalo mínimo de seis meses, nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries).

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