DF antecipa centro de inteligência para segurança das eleições

O Governo do Distrito Federal antecipou para esta terça-feira (4) o início das atividades da Célula Integrada de Inteligência, estrutura criada para acompanhar as eleições de 2026. A decisão foi tomada depois que a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou a Operação Rede Interrompida, que investiga um grupo suspeito de planejar ações extremistas na capital.
Com a antecipação, as autoridades pretendem ampliar a capacidade de prevenção e resposta a possíveis ameaças durante o processo eleitoral. A primeira reunião de alinhamento da força-tarefa ocorre ainda nesta terça e contará com representantes de 22 instituições dos governos federal e distrital.
O grupo terá a função de integrar informações estratégicas, coordenar ações entre os órgãos envolvidos e reforçar o monitoramento de riscos ao pleito. A célula vai funcionar até o fim das eleições.
De acordo com as instituições responsáveis, a antecipação foi motivada pela necessidade de intensificar a vigilância preventiva após os desdobramentos da operação policial. A meta é dar mais agilidade à identificação de situações de risco, facilitar o compartilhamento de dados de inteligência e permitir respostas rápidas a ocorrências que possam afetar a segurança ou a normalidade da votação.
A estrutura vai operar em regime ininterrupto, com equipes presenciais e remotas. O grupo será formado por integrantes do Poder Judiciário, Ministério Público, forças de segurança, secretarias do Distrito Federal e ministérios federais. O modelo segue o padrão usado em grandes eventos e operações de alta complexidade, com foco na preservação da ordem pública e na segurança do processo eleitoral.


