Irã intercepta seis navios com tiros em Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã impediu nesta segunda-feira (27) que seis navios transitassem pelo Estreito de Ormuz. As embarcações tentaram passar por rotas não autorizadas por Teerã, informou a televisão estatal.
"Durante a noite, seis navios que tentavam passar por uma rota diferente da designada foram interceptados pela Marinha da Guarda Revolucionária com disparos de advertência e foram obrigados a retornar", disse um repórter da televisão estatal baseada no Golfo.
No sábado, a Guarda, o exército ideológico iraniano, anunciou a interceptação de quatro navios que tentavam atravessar a parte sul do estreito. As Forças Armadas iranianas já impediram diversas vezes que navios cruzem a passagem marítima estratégica.
Após a retomada das hostilidades com os Estados Unidos em 7 de julho, o Irã voltou a bloquear o Estreito de Ormuz, uma via marítima importante para o trânsito mundial de petróleo e gás. Teerã autoriza apenas a rota próxima à sua costa e pretende cobrar pedágios pela passagem de embarcações.
O Irã afirma que os Estados Unidos não participaram das recentes negociações com Omã sobre a administração do Estreito de Ormuz. "As discussões não têm nada a ver com os Estados Unidos. Trata-se de um assunto bilateral entre Irã e Omã e as negociações continuam", declarou nesta segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai.
A via marítima "permanece fechada", acrescentou.
Contexto regional
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo passa por ali. A região tem sido palco de tensões frequentes entre o Irã e potências ocidentais.
As ações da Guarda Revolucionária ocorrem em meio a um aumento das tensões no Oriente Médio. O governo iraniano sustenta que tem o direito de controlar o tráfego marítimo na área, enquanto outros países defendem a liberdade de navegação internacional.

